Serviços de Corte e vinco

Reprise da reportagem exibida em 29/07/2007

Bolas de couro, imãs de geladeira, tapetes, embalagens plásticas, porta-lápis em Eva, fôrmas e caixas de papelão. Todos esses produtos são feitos por uma máquina.

Para fazer uma caixinha de papelão, a faca passa pelo rolo compressor da máquina e o papelão já sai com o corte e o vinco do modelo escolhido. Depois, é só dobrar e colar e está pronta a caixinha.

corte e vinco - caixinha de papelão

corte e vinco - caixinha de papelão

Por hora, a gente faz de 50 a 100 caixas, dependendo do modelo”, diz a funcionária Josi de Lima.

Com o equipamento, o empresário Milton de Moraes faz todo tipo de caixas: desde uma pequena, com quatro centímetros de largura, que custa R$ 0,15, até outra, com 25 centímetros de largura, vendida por R$ 5. São mais de mil modelos de embalagens.

Comecei há 20 anos, quando o mercado exigia embalagens para festas, Natal, Páscoa, Dia dos Namorados. Como era sazonal, os lojistas revendiam minhas embalagens. Aí passei a atender o pequeno produtor e, atualmente, vendo o ano todo”, conta o empresário.

As vendas na empresa crescem 15%. A estratégia de Milton é comercializar a partir de dez unidades de caixas. Com isso, ele conquista um mercado que não interessa aos grandes fabricantes.

Minha produção é bem pequena, exatamente para atender esse público que precisa de pouco”, afirma.

Hoje a empresa vende 30 mil caixinhas por mês e 50% dos clientes aparecem pelo boca a boca. A outra metade conhece a empresa pelos anúncios em revistas e pelo site.

Eu compro embalagens para acomodar o chocolate artesanal que produzimos. Como é para atender empresas, precisamos de uma boa qualidade, com uma boa apresentação”, comenta o cliente Vicente Toscano.

Eu quero uma caixinha para montar a lembrancinha dos meus padrinhos de casamento. E acho que encontrei aqui”, diz a cliente Cristina Watanabe.

A máquina de corte e vinco foi desenvolvida há dez anos pelo projetista mecânico Rafael Odloak e é feita em uma fábrica.

A gente olhou as máquinas que já existiam no mercado e fomos aperfeiçoando, vendo o que os clientes pediam e agregando isso à linha”, revela Rafael Odloak.

A empresa faz 25 modelos, sendo que o mais barato custa R$ 790, é manual e faz peças até 20 centímetros. Já o formato industrial custa R$ 11,64 mil e corta peças com até 60 centímetros de largura. O empresário fornece as facas de corte de acordo com a necessidade de cada cliente.

A pessoa traz um modelo, alguma coisa que tem na cabeça, nem que seja um rabisco – tem gente até que passa por fax. Nós aprimoramos o desenho, o cliente aprova e fabricamos as facas. A partir daí o mercado é dele”, explica Rafael.

Em outra empresa, a máquina de corte e vinco é usada para fazer embalagens de bolos e panetones. O empresário César Torezan vende o produto e é outro exemplo de sucesso.

A empresa começou com um funcionário, num espaço de 90 metros quadrados. Hoje, um ano e meio depois, tem 16 funcionários e fica em um galpão de 400 metros quadrados. Para o empresário, o segredo está em três palavras-chave: insistência, qualidade e baixo custo.

Segundo César, o primeiro passo é adquirir a matéria-prima por um bom preço, que são umas folhas especiais. Elas representam mais da metade do custo das embalagens. Além de muita negociação, a empresa compra em quantidade, direto da fábrica e faz estoque.

Normalmente faço uma compra de seis toneladas, que conseguimos trabalhar em torno de três meses, que é o lote mínimo da indústria para a venda direta. Desta forma conseguimos ter custo mais acessível e bons resultados”, ensina César.

As folhas são colocadas sobre as facas de corte e passam pela máquina. Em uma hora é possível cortar 1,6 mil fôrmas. O restante do trabalho é manual. Um funcionário corta as fôrmas e o outro dobra. A qualidade é obrigatória e a funcionária Mara Alamino checa cada lote.

Se estiver aberta, retiro e volta para a mesa para as meninas arrumarem”, garante Mara.

Com o produto pronto, só falta vender. Para conseguir mercado, o empresário teve que bater de porta em porta e insistir muito. Hoje, ele atende grandes fabricantes de bolos e panetones.

É um processo demorado de homologação. Eles querem saber da sua fábrica, fazem visitas e você tem que ter um mínimo de qualidade aceitável para estar fornecendo para eles, além de muita paciência porque é um trabalho longo”, afirma César.

É no volume que a empresa ganha dinheiro. Cada fôrma custa R$ 0,08. Hoje são feitas 500 mil fôrmas por mês com a máquina e a previsão é aumentar mais.

Nós estamos indo atrás de novos clientes. Então, em dois anos, vamos estar triplicando a nossa produção de fôrmas”, espera César.

Fonte: http://pegntv.globo.com/Pegn/0,6993,LIR316303-5027,00.html

Fonte: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM790463-7823-M%C3%81QUINA%20DE%20CORTE%20E%20VINCO,00.html

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